Você sabe que o Guia do Scrum foi atualizado em 2020?

Empresa especialista em Desenvolvimento de Software

Mudanças

  • Guia menor do que era anteriormente
  • Mudança do nome “Time de Desenvolvimento”
  • Mudança de Papéis para Responsabilidades
  • Mudança no tamanho do time
  • Scrum Daily
  • Scrum Planning
  • Cancelamento do Sprint é removida
  • Criação oficial do “Objetivo do Produto”
  • Novos compromissos nos Artefatos
  • Definição de Meta do produto
  • Incrementos durante a Sprint
  • Definição do Produto

Guia menor do que era anteriormente 

O guia foi reduzido de 19 para 13 páginas.

O guia passou a ser mais enxuto, com linguagem mais simplificada e mais compreensível para o público que não é familiarizado com projetos de construção de software.

Alguns elementos do “lean”, passaram a estar mais explícitos no Guia.

O Guia antigo falava apenas em pessoas para a resolução de problemas complexos, já a versão de 2020 contempla também times e organizações.

Mudança do nome “Time de Desenvolvimento”

Time passou a ser composto por:

  • Scrum Master
  • Product Owner
  • Desenvolvedores e não mais Time de Desenvolvedores

Existe agora somente o Time Scrum que é composto por SM, PO e “Desenvolvedores”. Passa a existir agora somente um time.

Atenção não pensar que “Desenvolvedores” faz apenas a referência a desenvolvedores de software, pois nessa atualização o termo “desenvolvedores” passa a ser aplicado para qualquer um do time que desenvolve/cria o produto.

 

Mudança de Papéis para Responsabilidades

Muitas empresas confundem os papéis do Scrum com cargos, isso acabava desviando os profissionais de suas verdadeiras responsabilidades.

O guia novo substitui os termos papeis por responsabilidades.

Os papéis eram definidos pela palavra responsibilities, agora se resumem a accountabilities.  Em português não temos uma definição para accountabilities ambos os termos seriam definidos como responsabilidades.

A alteração visa colocar ênfase em que não é uma descrição de cargo, mas sim um conjunto de responsabilidades necessárias para implementar Scrum com sucesso.

Existindo somente o Time de Scrum, é mantida a atribuição de multifuncional, mas, ao invés de auto-organizado, o time tem que ser auto gerenciado.

Dessa maneira, enquanto a auto-organização prévia a decisão de “quem” e “como”, o autogerenciamento inclui “o quê”, que é de responsabilidade do time.

Para o SM não se utiliza mais o termo Líder-Servidor, o agora a responsabilidade do Scrum Master passar a ser um líder que serve ao time e a organização com um todo.

O Scrum Master passa a ser explicitamente o responsável pela eficácia do Time Scrum.

O PO passa a poder delegar trabalho para outros.

“O Product Owner pode realizar o trabalho acima [gestão do Product Backlog] ou pode delegar a responsabilidade para outros.”
Guia do Scrum 2020

 

Mudança no tamanho do time

Passou a ser recomendado times com no máximo 10 integrantes, incluindo SM e PO.

Scrum Daily

As três perguntas – O que fez? O que está fazendo? e O que vai fazer? – desaparecem desta edição. Essa conversa não pode ser de forma robótica e pré-definida, temos que pensar mais em o que fiz para contribuir com o objetivo da Sprint e o que me impede disso.

“A Daily Scrum não é o único momento em que os Desenvolvedores podem ajustar o seu plano. Eles frequentemente se encontram durante o dia para discussões mais detalhadas sobre adaptação ou replanejamento do resto do trabalho do Sprint.”
Guia do Scrum 2020

Planning Sprint

Definição de Sprint Goal ganha mais força. Deve-se definir qual o valor será gerado com a Sprint, o que devemos gerar com o esforço da Sprint.

O Guia do Scrum 2020 acrescenta tópicos que podem ser entendidos como a importância de se definir o objetivo da Sprint. Juntos, os três tópicos estão assim:

  • Por que esta Sprint é valiosa?
  • O que pode ser feito nesta Sprint?
  • Como o trabalho escolhido será realizado?

Cancelamento do Sprint é removida

Todo o texto relativo a cancelamento da Sprint foi retirado, ficando apenas:

“Uma Sprint pode ser cancelada se a Meta da Sprint se tornar obsoleta.
Apenas o Product Owner tem autoridade para cancelar a Sprint.”
Guia do Scrum 2020

Novos compromissos nos Artefactos

Foram criados os compromissos dos artefatos:

  • O objetivo do Sprint é atingido quando cumprimos o Sprint Backlog;
  • O objetivo do Produto é cumprido a partir do Product Backlog;
  • Definição de Pronto é algo que os itens que fazem parte do incremento têm que cumprir para, de fato, fazerem parte do empregável.

Definição de Meta do produto

Era utilizado “visão do produto”. Com a nova definição o termo passa a ser Meta do Produto que, segundo o guia, “descreve um estado futuro do produto que pode servir como um alvo para o Time Scrum planejar. A Meta do produto está no Product Backlog.”

Incrementos durante a Sprint

Passa a ser falado explicitamente da criação de vários incrementos no produto durante a Sprint

Definição do Produto

A definição não existia no guia Scrum, agora passa a ser importante a definição do produto.

“Um produto é um veículo para entregar valor. Ele possui fronteiras claras, stakeholders conhecidos, usuários ou clientes bem definidos. Um produto pode ser um serviço, um produto físico ou algo mais abstrato.”
Guia do Scrum 2020

Você! Você mesmo que adora tecnologia e é desenvolvedor de software, como você está vendo o mundo atualmente?

Conheça todos os serviços de uma Fábrica de Software

Se esse mundo já respirava tecnologia, imagina agora!

Tudo de mais moderno encontramos em softwares, apps, nuvem, plataformas para reuniões e bate papo, isso já se tornou parte do nosso dia a dia. Num tempo como esse, onde tudo acontece e muda super rápido, a profissão de Desenvolvedor de Softwares tem muito valor!
Se você é ou quer ser profissional de tecnologia temos algumas dicas para que possa ser um excelente profissional e ter sucesso em sua carreira.

  • É importante que você goste muito dos assuntos que fazem parte desse universo. Isso é essencial para que se mantenha atualizado e integrado ao que está acontecendo.
  • Busque conhecimento, não só o conhecimento acadêmico, mas também lendo e
    ouvindo sobre o tema, participando de grupos de discussão, cursos e no dia a dia com seu note. Você deve estar “ligado” com as novidades da área.
  • “Quem trabalha com tecnologia não gosta de se relacionar” esquece isso. Os
    profissionais se relacionam o tempo todo e trocam muito conhecimento, afinal, ninguém sabe tudo.
  • Se o seu próximo job inclui trabalhar com uma nova tecnologia, não tenha medo e aproveite a oportunidade. Desafios devem ser encarados como desenvolvimento profissional.
  • “Só preciso saber sobre as ferramentas de desenvolvimento”. Você está enganado. Os profissionais que se limitam apenas em saber tecnologia estão ultrapassados. É fundamental saber sobre o negócio, objetivos e necessidades da empresa.

E o “pulo do gato”, não se contente somente em ser um desenvolvedor de software. Saiba ouvir o seu cliente, o que ele precisa, cumpra os prazos e faça tudo com qualidade. Dê valor ao trabalho em equipe e compartilhe conhecimento!

Mudança de cultura e de processos é que fazem a transformação digital

Qual a relação entre transformação digital e mudança de cultura?

Estamos mais acostumados com os desafios tecnológicos. Quando o assunto segue para pessoas e processos, inseridos no contexto de Transformação Digital, muitos ficam em dúvida. Afinal, não é apenas sobre investir em inovação?

Afirmo que não. E que esse é um grande desafio para as corporações que identificamos como “Imigrantes Digitais”, ou seja, empresas que não nasceram digitais, mas que precisam se adequar às mudanças de mercado e da sociedade, como um todo.

Transformação digital vai muito além de plataformas e soluções de automação. Por isso, vou deixar de lado esse termo tão famoso e falarei de “Mudança na Cultura Corporativa e Processos”. Então, do que se trata?

Minha experiência como consultor de TI me fez perceber que as empresas “Imigrantes Digitais”, na maioria das vezes, têm áreas que atuam separadas em relação às atividades-fim que realizam.

Um exemplo: a área de desenvolvimento de produtos tem seus processos e estes são diferentes do que realiza a equipe de marketing que, por sua vez, realiza suas atividades de maneira distinta do departamento de finanças.

Para que a etapa de tecnologia possa realizar a transformação digital, muito mais do que implementar produtos, é importante que todas essas áreas (e as demais que compuserem o corpo das companhias) sejam integradas.

Também é fundamental que as empresas deixem de atuar de forma hierarquizada. Os processos precisam ser reestruturados e as pessoas engajadas em todas as etapas. Se isso não for feito, todo o processo demorará muito mais para ser implementado e agregado ao dia a dia da corporação.

Por isso acredito que haja a necessidade de se mudar a cultura. Não adianta contratar uma consultoria de TI para que esta dê as soluções tecnológicas, como antigamente se comprava a “caixa de software”, instalava e pronto!

Já tínhamos todo o necessário para se trabalhar. A consultoria precisa investigar e mapear os três estágios (Pessoas, Processos e Tecnologia) e então oferecer um diagnóstico maduro e eficaz para a verdadeira transformação dos negócios.

Vamos fazer uma analogia com a rotina de saúde. Você se sente mal, vai ao PS ou à farmácia mais próxima e pede um remédio para sanar a dor ou o mal-estar. Toma a medicação e segue a vida, acreditando que tudo está resolvido.

Mas este episódio pode trazer outros problemas futuros, que seriam mais bem sanados ao consultar um especialista e investigar o quadro como um todo.

Da mesma maneira, a Transformação Digital será mais fluída e bem-sucedida com uma consultoria que veja o projeto de maneira holística. A empresa evita frustrações em sua equipe, que será totalmente integrada ao processo.

Com o diagnóstico, o próximo passo é criar o projeto que leva às equipes disciplina de segurança e desenvolvimento. Dessa maneira, a companhia ganha espaço no mundo digital.

No geral, projetos de tecnologia são implementados com rapidez. Adaptar pessoas e processos de forma integrada toma um pouco mais de tempo, mas acaba garantindo o sucesso da Transformação Digital.

A contratação de uma boa consultoria estimula a empresa a fazer ondas de mudança para adaptar métodos em fases distintas. Em cada fase, realiza-se treinamentos para colocar todos os colaboradores impactados na mesma página.

Esses cuidados também colaboram com a retenção da equipe, que se sente parte de toda a operação.

É por tudo isso que pensar em uma Mudança na Cultura de Pessoas e Processos é mais eficaz do que pensar apenas em Transformação Digital. Para melhor performar em um mundo novo, as empresas precisam também construir um novo paradigma dentro de casa. Esse é o grande segredo do sucesso.

*Claudio Endo é Diretor Executivo da Agility

Fonte: Computerworld